Mostrar mensagens com a etiqueta Ordenamento Território. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ordenamento Território. Mostrar todas as mensagens

What are We?

É por pequenos pormenores como este monólogo que Matrix é mais que um filme de efeitos especiais. Aliás, até cheguei a vê-lo numa aula de filosofia no Secundário. Quase 10 anos depois, este pedaço podia ser aplicado em qualquer excerto sobre desenvolvimento sustentável e consumo de recursos...


Agent Smith: I'd like to share a revelation that I've had during my time here. It came to me when I tried to classify your species and I realized that you're not actually mammals. Every mammal on this planet instinctively develops a natural equilibrium with the surrounding environment but you humans do not. You move to an area and you multiply and multiply until every natural resource is consumed and the only way you can survive is to spread to another area. There is another organism on this planet that follows the same pattern. Do you know what it is? A virus. Human beings are a disease, a cancer of this planet. You're a plague and we are the cure.

AHAHAH

Bem pensado...

Fonte: Blasfémias.

E agora? Será que a capacidade de carga da Portela também será alcançada por volta de 2020/30? Não irá diminuir o volume de tráfego, tornando desnecessário um novo aeroporto?

Relação entre espaço urbano e rural

Continuando a deambular pela palestra do Prof. Doutor Gonçalo Ribeiro Telles que falei no post anterior, achei curiosa a referência às Iluminuras inseridas nas "Les très riches heures du Duc de Berry", ou o Livro de Horas do Duque de Berry, século XV. Com esta referência, pretendeu demonstrar a interactividade que sempre existiu e continuará a existir entre os espaços urbanos e rurais.





Se repararem (e podem carregar nas imagens para ver em pormenor) temos o espaço de subsistência (caça, agricultura,...) em primeiro plano que visa atender às necessidades da urbe, sempre em plano de fundo representado pelo castelo. Ora, durante o século passado assistiu-se a fenómenos migratórios da população dos espaços rurais para os urbanos e com a agricultura "química" e culturas inadequadas ao território, grande parte dos solos acabam por se tornar estéreis. O efeito é agravante, uma vez que se recorre à importação em massa, o interesse pelas práticas agrícolas biológicas decresce e a desertificação dos espaços rurais (populacional e solos) evidencia-se. A crescente artificialização do território é outros dos factores que contribuí para desvanecimento do espaço rural face ao urbano.

Mas agora poderá assistir-se a um fenómeno inverso. Motivados pelo stress de viver numa grande cidade são cada vez mais as pessoas que caminham em sentido contrário, primeiro para descansar e agora apoiados pelas tecnologias para residir em permanência. E começa-se a falar em hortas urbanas.....

Os desafios do território rural

Na aula de abertura de uma disciplina do Diploma de Estudos Avançados em Território, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável coube ao Prof. Doutor Gonçalo Ribeiro Telles expressar as suas ideias sobre os desafios não só do território rural, mas também, do território urbano.

Ideia-chave deixada no ar:

"O planeamento (do território) serve um modelo de desenvolvimento que está exausto!"

Como é óbvio o modelo a que se refere é a artificialização do território, por intermédio do betão. Onde outrora se falava em continuum naturale, a regra actualmente é um continuum artificial, onde pontificam algumas manchas verdes.

(vou arrumar as ideias e talvez pegue neste post mais tarde)

Seminário na FCT - UNL: Novas Obras Públicas

"a nova ponte Chelas-Barreiro não serve para nada"

Esta é a conclusão da meditação que Miguel Sousa Tavares fez sobre a necessidade de uma terceira travessia sobre o Tejo. Vale a pena ler todo o artigo, mas saliento estes dois excertos.
"(...) respondi que nós éramos um país bem mais rico do que as estatísticas económicas mostravam: um terço da população activa, com crise ou sem ela, viaja compulsivamente para destinos exóticos distantes, no Verão, no Natal e na Páscoa; temos 1,5 fogos por habitante e continuamos desenfreadamente a construir segundas habitações no que resta de litoral ou interior ainda disponível; temos mais de um automóvel por família e mais de um telemóvel por habitante; e temos auto-estradas para todo o lado e algumas sem portagens, que fazem corar de inveja esses casos de sucesso económico sem auto-estradas nem TGV que são a Irlanda, a Suécia, a Noruega, a Dinamarca. (...)

a nova ponte Chelas-Barreiro não serve para nada. Isto é, serve para alimentar o lóbi das obras públicas, o mais poderoso do país, e a crença de que o Estado deve ser o motor da economia e o maior cliente da mal chamada iniciativa privada, (...)"

Miguel Sousa Tavares, artigo de opinião, Expresso de 12 de Abril de 2008

A pergunta que se impõe

Escolhida a localização da Terceira Travessia do Tejo (T.T.T.) entre Chelas e Barreiro quanto tempo demorarão a anunciar a Quarta Travessia entre Algés e a Trafaria? Esta será possivelmente não em formato de ponte mas através de um túnel.

Nota: Este esquema foi elaborado para outros efeitos mas, quando ampliada, permite visualizar a localização das Travessias.

Será Lisboa Ciclável?

É o que o Eng. Civil Paulo Santos pretende responder no âmbito da Tese de mestrado em Vias de Comunicação e Transportes. Sob o tema "100 dias de bicicleta na cidade de Lisboa" iniciou no dia 01 de Janeiro de 2008 a sua pesquisa.

No dia 22 deste mês uma reportagem do Público deu conta do projecto e oportunamente o blog Viver na Alta de Lisboa, transcreveu-o.

"Serviço Lx Porta-a-Porta poderia, a custo zero, abrir portas a uma cidade efectivamente ciclável, diz especialista"

Para perceber a ideia é só seguir o link acima e para mais informação sobre o projecto temos o blog oficial.

Nota: Curiosa a utilidade dada ao blog. Não só serve como divulgação de um tema que certamente interessa a muitos Lisboeta, como serve para recolha de dados (inquérito) e ainda como elemento de valorização pessoal.

Não resisti.....

Quis Custodiet ipsos custodes*

*Frase atribuída ao poeta romano, Juvenal, que pode ser traduzida por "Who Watches the Watchmen". É também a base da Banda-desenhada de Alan Moore, Watchmen.

Lembrei-me desta frase a propósito da polémica escolha da localização do Novo Aeroporto. Depois de anos e anos com estudos direccionados para a opção Ota, alguém decidiu finalmente fazer um estudo comparativo entre diversas localizações, o qual é agora conhecido por Estudo da CIP (Confederação da Indústria Portuguesa). Neste estudo são comparadas várias localizações relativamente a diversos descritores e pode concluir-se que a localização favorável e sem grandes complicações ambientais será Alcochete. Entretanto este estudo foi enviado para o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC)para ser estudado e o primeiro-ministro diz que será com base na decisão deste estudo do estudo do CIP que será finalmente decidida a localização. A minha pergunta é: Será este estudo do estudo submetido a um outro estudo por uma outra entidade, para validar os resultados dos estudos?

Um Dia por Lisboa (Continuação)

Alguns dos depoimentos integrados no debate Um Dia por Lisboa, que teve lugar na passada 2ª feira no Teatro São Luiz podem ser vistos AQUI!

Um Dia Por Lisboa

UM DIA POR LISBOA
LISBOA, TEJO E TUDO – O que fazer e não fazer com a Frente Ribeirinha de Lisboa
12 NOV
Segunda, das 18h00 às 24h00
Jardim de Inverno do Teatro de São Luiz


Numa base de participação pública inovadora, irão ser discutidos várias questões no âmbito da relação de Lisboa com a sua Frente Ribeirinha. Vão lá estar especialistas de áreas como a Arquitectura e Engenharia do Ambiente, por exemplo, pelo que se espera que seja um debate produtivo e com resultados aplicáveis a médio-prazo. Os resultados deste debate poderá ser mais tarde analisado no site das Produções Fictícias, PF tv.

Termos e Conceitos

Recursos Gestão Artificialização Território Planeamento Visão Estratégia Espaço Avaliação Mitigação Sustentável Ordenamento Plano Impactes Ambiental Agenda 21 local Social Participação Acções Vectores Consulta Público Economia Implementação urbano rural natural actores Integrar escalas

Espaços de Lazer

Melhor que o espaço apresentado a seguir só mesmo o triângulo direccionador do tráfego automóvel que foi pintado de verde em Azeitão. Este é que é de facto um espaço verde.

Como o Universo me conduziu por diferentes Territórios...

  • Avaliação Ambiental Estratégica
  • Gestão de Recursos e Estratégias Territoriais
  • Métodos Interactivos de Participação e Decisão
  • Ordenamento e Ecologia da Paisagem
  • Técnicas de Planeamento Territorial e Sustentabilidade Local
Estas são as cadeiras que me faltam do ramo de Ordenamento do Território e Impactes Ambientais do 5º ano do Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente. Às vezes ainda penso como é que aqui vim parar, uma vez que nunca fui daqueles indivíduos que mal nasceram e já sabem que querem ser Médicos ou Arquitectos. Fui fazendo uma escolha de cada vez e talvez até um pouco contra-natura, pois sempre me dei bem com desporto e no entanto evitei seguir desporto no secundário. Pela dificuldade de escolha e por ter interesse em diversos temas, segui o caminho das Ciências que mais tarde também me possibilitaria um leque maior de opções.

Assim chegou a vez da Engenharia do Ambiente, onde as opções para uma possível carreira são também imensas. Ora a questão é: Porque me interessei por Ordenamento do Território e não gestão do ambiente, sanitária, energias alternativas, sistemas aquáticos, etc...

Seguramente já ouviram uma expressão do tipo "o meio que nos rodeia e as experiências que decorrem da interacção com esse meio é que determinam quem somos". Creio que está aqui a resposta, ou seja, com o decorrer do tempo fui recebendo estímulos mais ou menos evidentes que direccionaram a minha atenção para questões relativas ao território e à organização do espaço nas suas vertentes ambientais e urbanas. Tenho tido oportunidade de contactar diariamente com arquitectos (projectos de) nos últimos anos, o que seguramente me ajudou um pouco a compreender o processo de "criação" das estruturas urbanas.

Além disso tive a oportunidade de conhecer outros países, cujas cidades e espaços rurais espelham a diferença de culturas existente. A aparente harmonia entre os sistemas ecológicos e a malha urbana nos países do Norte da Europa contrasta com a desconexão entre estes nos países a Sul. Provavelmente, compreenderão melhor que nós que tudo o que nos rodeia é "Ambiente" e o caminho passa por um equilíbrio constante entre os valores da natureza e a acção antrópica. A alternativa era continuar a viver na Idade da Pedra ou avançar para cidades ao melhor estilo de "Blade Runner".

Por tudo isto e mais alguma coisa, creio que o Ordenamento do Território é uma área fértil em oportunidades, principalmente neste pedaço de terra, que não descura as outras vertentes ambientais e que me possibilitará desenvolver projectos nos quais espero ter gosto em executar.

Urban Living


DEFCON 1

Nota: Defcon 1 representa o estado de alerta máximo das Forças Armadas dos EUA.

08 de Dezembro de 2006



20 de Março de 2007


Perguntas Pertinentes sobre a Costa da Caparica



Erosão Costeira na Costa da Caparica

No dia 26 Janeiro de 2007 vai decorrer uma sessão pública na INATEL da Costa da Caparica com o seguinte tema: "Erosão Costeira e Ordenamento do Território na Costa da Caparica".

Quem estiver interessado em ver com os próprios olhos a erosão acelerada desta zona costeira e ouvir os esclarecimentos sobre a situação que se verifica nas praias de São João tem mais informação sobre a sessão pública no pdf seguinte:
Sessão Pública: Erosão Costeira e Ordenamento do Território na Costa da Caparica.

Mestrado, Arquitectura, Dissertação


A ,soon to be, Arquitecta Marta Valente (por sinal, pessoa que conheço razoavelmente bem...) em fase de conclusão, do agora denominado, Mestrado Integrado em Arquitectura, pelo Instituto Superior Técnico, escolheu o seguinte tema para a sua dissertação:


Mobilidade pedonal urbana no centro histórico de Lisboa


Através de fontes fidedignas tive acesso a um pré-pré-resumo a introduzir o tema da dissertação.
(...) nos territórios das grandes cidades, também a mobilidade das pessoas adquiriu novas formas, novas exigências e uma maior complexidade, tornando-se fundamental perceber como essas mudanças afectam os cidadãos e as suas comunidades (...)

(...) os esforços empreendidos no sentido de melhorar o sistema de transportes em Lisboa, resultaram demasiadas vezes na degradação das condições de qualidade e segurança com que os peões se deslocam.

(...) O problema que irá ser explorado ao longo do trabalho de dissertação diz respeito ao facto de, nos encontrarmos perante uma rede pedonal não estruturada, que acaba por se traduzir num ambiente frequentemente hostil para o peão, o que no centro histórico de uma capital se torna num problema ainda mais grave. (...)

Dá para ter uma ideia dos objectivos da dissertação, num aspecto tantas vezes descurado pelas autarquias, a melhoria das condições de mobilidade, não de veículos motorizados, mas sim dos cidadãos e para estes. Naturalmente, irei seguir com grande interesse e excitação a execução desta dissertação, pelo facto de ter uma forte conexão com o Ordenamento do Território e também porque me fica bem elogiar o cônjuge... :P